As Perguntas Mais Importantes e Frequentes

 

  • O QUE É A ASTROLOGIA?

    A Astrologia é um conhecimento desenvolvido ao longo de milénios e que relaciona ciclos celestes com eventos terrestres. Apesar de se basear em observações reais de posições astronómicas de planetas e estrelas é sobretudo uma linguagem interpretativa de cariz metafísico. Astro-logos significa o “estudo dos Astros”.

    Na actualidade, a Astrologia (Ocidental) é como uma ciência suprema de integração, no sentido em que reúne diversas disciplinas, em particular: a Astronomia; a Filosofia; a História; a Matemática; a Mitologia; a Sociologia; e a Psicologia.

    Não deve ser definida como ciência exacta uma vez que é uma ciência humana de grande riqueza simbólica. Hoje em dia, a sua principal função é a de promover a expansão da consciência humana, através de um sentido de ordem filosófica que interpreta o significado da vida, num quadro integrado e holístico.

  • PORQUÊ ESTUDAR ASTROLOGIA

    São inúmeras as vantagens e os benefícios em se estudar Astrologia, de tal modo, que deveria fazer parte dos programas curriculares do ensino público:

    A. Perspectiva global e integrada da vida (360º)

    É uma ciência que consegue sintetizar numa imagem todas as múltiplas áreas de vida de um indivíduo e a sua relação numa visão de 360º, numa perspectiva evolucionista e integrada.

    Através do estudo de um mapa astrológico de um ser humano é possível conhecer: dinâmicas psicológicas e familiares desde a gestação, nascimento e infância; padrões afectivos e relacionais; perfis vocacionais e de realização; metabolismo energético e fisiológico; ciclos de transformação e desenvolvimento, entre muitos outros factores.

    B. Auto-consciência

    É uma disciplina inestimável no sentido do auto-conhecimento, podendo esclarecer profundamente cada indivíduo nas suas questões mais existenciais, libertando-o de um conjunto de padrões inconscientes e ineficazes de acção e propondo alternativas de realização.

    C. Consciência Relacional

    Por outro lado, permite ampliar de modo extraordinário a consciência que temos das outras pessoas à nossa volta, da sua essência e motivação de vida, o que inevitavelmente traz uma melhoria muito significativa da qualidade dos nossos relacionamentos: profissionais, pessoais, familiares e, sobretudo, afectivos.

    D. Consciência Social e Colectiva

    Uma vez que proporciona uma visão Macro da vida, permite ainda conhecer os grandes ciclos sociais e colectivos que balizam a civilização, dando significado para os diversos ciclos de mudança que a sociedade atravessa. Questões políticas, sociológicas ou económicas poderão ser melhor entendidas ou optimizadas com o estudo dos grandes ciclos planetários.

    E. Gestão e Calendarização Profissional

    Numa perspectiva utilitária, pode tornar-se também um auxiliar precioso na gestão do calendário profissional, uma vez que permite identificar períodos naturalmente mais profícuos para determinadas acções. Ainda hoje, a sabedoria popular reconhece quais as melhores lunações e alturas do ano para plantar certo tipo de culturas no solo.

    F. Realização Pessoal

    Em suma, em particular com o apoio de um profissional da área, a Astrologia pode tornar-se uma ferramenta fundamental na orientação e compreensão das mudanças de vida em direcção a uma maior realização e felicidade de cada indivíduo.

  • QUE TIPOS DE ASTROLOGIA EXISTEM

    A. Segundo o Quadrante Geográfico-cultural

    A Astrologia de que falamos neste curso foi desenvolvida nos últimos 3000 anos, na zona do Crescente Fértil, tendo ganho uma grande substância filosófica na cultura grega. É a mais difundida na Europa e na América, por isso, designamos como Astrologia Ocidental.

    Existem outras culturas astrológicas espalhadas pelo mundo, com muitas semelhanças nos princípios, mas com termos e designações diferentes no que respeitam a signos, casas, entre outros factores. Entre os sistemas orientais destacam-se: a Astrologia Chinesa; a Astrologia Polar Taoista; a Astrologia Védica (ou Hindu).

    Todos estes sistemas têm validade na sua própria orgânica interna e experiência secular. A Astrologia Ocidental é a linguagem mais falada e disseminada nos países europeus e americanos, sendo naturalmente a mais conhecida em Portugal.

    Na seguinte tabela, encontramos uma síntese dos tipos de Astrologia segundo o seu quadrante sócio-cultural.

    ASTROLOGIA: GÉNESE E FOCO DE EXPANSÃO ASTROLOGIA: GÉNESE E FOCO DE EXPANSÃO
    OCIDENTAL(OU EUROPEIA) EUROPA (E MÉDIO ORIENTE) XAMÂNICA AMÉRICA
    CHINESA CHINA (ÁSIA) MAIA AMÉRICA
    POLAR TAOISTA CHINA (ÁSIA) CIGANA EUROPA
    VÉDICA ÍNDIA (ÁSIA)

    B. Segundo a Época Histórica

    Na era da Babilónia, a Astrologia tinha um carácter operativo, mágico e iniciático, apenas revelada a elites. Constituía, por si, um sistema meditativo e auto-terapêutico.

    A partir da cultura grega, foi perdendo um carácter vivencial e prático, para adquirir contornos de prevalência interpretativa. Deixou de ser uma prática mágica de elites, para se tornar um estudo escolástico.

    O principal livro que sobreviveu do período grego é o Tetrabiblos, de Cláudius Ptolomeu (séc. I d.C.) que ainda hoje é uma referência incontornável da Astrologia, por ser um tratado muito bem estruturado e completo da época clássica, e porque o próprio autor era um reputado geógrafo.

    Com o Cristianismo, a Astrologia refugiou-se e floresceu na cultura árabe, tendo sido recuperada mais tarde na Europa. O que designamos hoje como Astrologia Tradicional (ou Astrologia Ocidental Tradicional) resulta sobretudo da recuperação de textos em árabe, grego, hebreu e latim datados desde o séc III a.C. ao séc. XVIII.

    No séc. XVIII, a Astrologia estava já moribunda. Entre os muitos factores que contribuíram para a sua erosão contam-se: a perda de suporte filosófico; a descoberta de Úrano; a colisão com o novo modelo heliocêntrico do Universo; a publicação de previsões calamitosas; o choque com princípios católicos; o triunfo do racionalismo.

    Felizmente, a partir do séc. XIX, foram reintroduzidas no Ocidente diversos princípios cosmológicos orientais (vindos do Hinduísmo, Taoismo, e Budismo) que ajudaram a recriar as bases metafísicas que fundamentam a validade da Astrologia.

    Entre esses princípios, resumidos na Teosofia de Mme. Helena Blavatsky, destacam-se os princípios da: consciência; karma; reencarnação e evolução. Até ao final do séc. XX, a Astrologia passou por uma expansão filosófica enorme, em especial, com a integração de conceitos da Psicologia de Jung, desenvolvida por astrólogos como Dane Rudhyar.

    A Astrologia Humanística trouxe uma riqueza inquestionável à Astrologia Tradicional, diluindo o enfoque nos objectivos eminentemente práticos e de previsão, para apontar um alvo mais nobre e elevado: a realização da plenitude das capacidades do ser humano, totalmente auto-consciente e, por conseguinte, iluminado.

    Ainda hoje, no séc. XXI, a Astrologia segue esta reorientação de fundo, procurando estruturar-se de forma coesa e funcional, à medida que a Psicologia moderna também avança. Porém, este caminho trilha-se com armadilhas, desvios, avanços e recuos, sendo reconhecida a necessidade de recuperação histórica da tradição astrológica para que todo o conhecimento seja mais coeso e completo.

    Na seguinte tabela, temos um resumo dos tipos de Astrologia segundo o seu contexto histórico.

    ASTROLOGIA:

    CARACTERÍSTICAS TÍPICAS

    ÉPOCA

    REGIÃO

     INICIÁTICA

    OPERATIVA, MÁGICA E

     SECRETA

    4000 a.C. –

    700 a.C.

    MÉDIO ORIENTE

    (MESOPOTÂMIA)

     GREGA

     (CLÁSSICA)

    ESCOLÁSTICA E

     ACADÉMICA

    700 a.C. –

     400 d.C.

    MÉDIO ORIENTE (E

     EUROPA)

    ÁRABE

    PREDITIVA E COLECTIVA

     (MUNDANA)

    400 d.C. –

    1200 d.C.

    MÉDIO ORIENTE E NORTE DE ÁFRICA

    MEDIEVAL

    PREDITIVA E FACTUAL

     (HORÁRIA)

    1200 d.C. –

    1800 d.C.

    EUROPA

    MODERNA

    PSICOLÓGICA E ESPIRITUAL (NATAL)

    1800 d.C. –

    ACTUALIDADE

    EUROPA E

     AMÉRICA

    C. Segundo os Ramos de Estudo

    O principal sujeito de estudo da Astrologia moderna é o ser humano, com base no seu mapa de nascimento. Esta designa-se como Astrologia Natal.

    No entanto, existem outros ramos mais antigos como a Astrologia Horária e a Astrologia Mundana ou Mundial. Estes são ramos tradicionais, muito desenvolvidos pelos antigos astrólogos que não dispunham de datas de nascimento das individualidades, à excepção dos alguns nobres e reis.

    A Astrologia Horária ocupa-se da resposta a uma questão concreta, servindo-se para tal, do mapa astrológico do momento em que a pergunta é apresentada ao astrólogo. Tem um carácter muito preditivo e obedece a um conjunto definido de regras. A Astrologia Eleccional ou Electiva é uma derivação deste ramo, aplicado de forma inversa. Tenta eleger a data e momento mais auspiciosos para a realização de determinado evento.

    A Astrologia Mundial ou Mundana estuda os eventos políticos e os grandes ciclos colectivos que governam as nações. A Astrologia Meteorológica é uma especialização deste ramo, de enorme complexidade, alcance e interesse.

    A Astrologia Natal moderna constitui a plataforma a partir da qual se têm desenvolvido outras abordagens, que melhor se poderão chamar especializações desta área. Entre elas destacam-se, a Astrologia Médica (a mais antiga), a Astrologia Kármica, a Astrologia Esotérica e a Astrologia Relacional ou Sinastria. Em todos estes estilos, o mapa do ser humano é o centro do estudo.

    Resumindo, a Astrologia mais convencional (estudada no Nível 1 da Formação Dinâmica) é: Ocidental; Natal; e Psicológica (ou Moderna).

    Nos vários ramos da Astrologia, aplicam-se os mesmos princípios basilares, tais como a importância do regente do Ascendente como representante do evento, entre outros factores da gramática astrológica.

    Na verdade, deve considerar-se que existe apenas uma Astrologia Ocidental: a Astrologia Integrada, em que todas as especialidades obedecem a princípios similares, são complementares e se apoiam mutuamente, tendo em conta objectivos diferentes de análise.

    Eis uma tabela global, com os diversos ramos da Astrologia Ocidental, consoante o sujeito de estudo, o tipo de ciclos estudados, o enfoque, e as diversas especializações em cada área.

    RAMO SUJEITO CICLOS ENFOQUE ESPECIALIZAÇÕES
    MUNDANA (MUNDIAL OU COLECTIVA) SOCIEDADE MACRO(ERAS, MILÉNIOS, SÉCULOS) POLÍTICO, SOCIOLÓGICO, ECONÓMICO, CLIMATÉRICO, GLOBAL,… -AST. POLÍTICO-SOCIAL-AST. ECONÓMICA-AST. HISTÓRICA-AST. METEOROLÓGICA…
    NATAL INDIVÍDUO HUMANOS (DÉCADAS, ANOS, MESES,…) PSICOLÓGICO, VOCACIONAL, AFECTIVO, KÁRMICO, MÉDICO, … -AST. ESOTÉRICA-AST. PSICOLÓGICA(OU MODERNAOU HUMANÌSTICA)-AST. TRADICIONAL(OU MEDIEVAL)-AST. KÁRMICA-AST. MÉDICA-AST. RELACIONAL(OU SINASTRIA)-AST. VOCACIONAL,…
    HORÁRIA MOMENTOS MICRO (DIAS, HORAS; MINUTOS) PRÁTICO, OBJECTIVO, CIRCUNSTANCIAL,… – AST. HORÁRIATRADICIONAL- AST. ELECTIVA(OU ELECCIONAL)…

     

  • PORQUE A ASTROLOGIA FUNCIONA

    Para responder a esta questão, importa sublinhar certos princípios que são ignorados quando se fala normalmente de Astrologia nos meios populares.

    A. Livre-Arbítrio e Níveis de Consciência

    Duas pessoas nascidas no mesmo momento e no mesmo espaço (como os gémeos) terão o mesmo mapa astrológico, inúmeras semelhanças no percurso de vida e características pessoais, mas serão necessariamente pessoas distintas.

    A carta astrológica, por mais completa que seja como diagrama da personalidade, nunca é suficiente para determinar, em absoluto, qual o nível de consciência de um indivíduo e quais os pormenores concretos da sua vida. Estes estão dependentes do livre-arbítrio e das escolhas pessoais realizadas ao longo do tempo, algo que nenhum mapa alguma vez poderá prever com exactidão total.

    O mapa astrológico deve ser interpretado em conjunto como uma série de outros factores e detalhes que definem o indivíduo e que não constam no mapa. Não se sabe, à partida, se determinado mapa celeste é relativo a um animal, evento ou pessoa; se é homem ou mulher; qual o seu nível social, material ou de consciência. Conhecendo estes factores, é possível então relacionar os diversos conceitos e interpretá-los na numa dimensão verdadeiramente profunda e útil.

    Numa metáfora: é como se o mapa astrológico fosse a planta e fotografia de um palácio com vários andares. A pessoa vive normalmente em apenas num desses andares e, embora o mapa possa descrever muito bem cada andar, não adivinha em qual deles a pessoa escolhe viver, se no piso superior, no intermédio, ou no piso térreo.

    A riqueza da Astrologia é ser uma linguagem multidimensional, que permite a mesma configuração planetária ser interpretada em patamares diferentes. Por exemplo, para uma pessoa com muito baixa auto-consciência, o seu planeta Saturno representará todos os medos e bloqueios que a limitam, enquanto que numa pessoa mais evoluída, o planeta Saturno representará a sua faceta de vida mais robusta e poderosa.

    O arquétipo é o mesmo, interpretado em espectros diferentes, conforme a atitude e escolha do ser humano, em viver os desafios da vida. Para determinada pessoa, o fim de um emprego pode representar uma “derrota” enquanto que para outra pode ser sinónimo de “oportunidade”, para um recomeço totalmente diferente.

    Uma das grandes vantagens da Astrologia é precisamente a de ampliar o horizonte de realização de cada indivíduo, permitindo que este entenda quão longe poderá chegar, se aplicar de forma construtiva e positiva todas as suas faculdades, como um Deus na Terra.

    É como abrir caminho para conhecer e subir aos restantes andares do seu palácio de consciência e, assim, viver uma dimensão mais completa de si mesmo e do mundo, não apenas vivendo num andar, mas em todos ao mesmo tempo.

    B. Espelho Cósmico e Reencarnação

    Para haver uma forte correlação entre a posição dos astros no momento do nosso nascimento, e os diversos factores que norteiam a nossa vida, temos que lembrar vários princípios herméticos sobre o funcionamento do Cosmos.

    O princípio mais importante é a Lei das Correspondências, que também se pode designar como o “Jogo dos Espelhos”. Tudo o que se passa à nossa volta é um espelho do nosso interior. Há uma correspondência entre o nosso mundo exterior – seja o sistema solar, a sociedade, as relações pessoais e familiares – e o nosso mundo interior – seja os nossos pensamentos, os nossos valores ou o nosso organismo físico.

    Nesse sentido, segundo os princípios mágicos da antiguidade, há uma correlação entre, por exemplo, o pouso inesperado de um pássaro junto dos meus pés e o contexto de vida que estou a atravessar nesse momento. Ou seja, não há propriamente coincidências na vida, mas sim um jogo de correlações altamente simbiótico e complexo.

    Há, então, uma correlação entre a posição relativa dos planetas no momento do meu nascimento – o Macrocosmos – e todo o meu interior psico-fisiológico – o Microcosmos – como se houvesse um gigante espelho cósmico que reflecte simbolicamente toda a minha essência, em total sincronicidade.

    Importa também acrescentar que tudo o que nos acontece, mesmo que tendo uma causa aparentemente externa ou casual, é da nossa inteira responsabilidade. No jogo da vida consciente não há propriamente vitimizações mas sim, responsabilidade e acções.

    Isto implica também que o mapa astrológico não é a causa de nada, mas sim um espelho da consequência das minhas acções, das minhas escolhas e de uma herança “kármica” e familiar, da qual não tenho memória consciente, mas que está profundamente gravada nas minhas células.

    Por outras palavras, o mapa retrata uma determinada conjuntura energética de nascimento que nos foi atribuída como resultado de escolhas, não desta vida actual, mas de vidas anteriores. Nesse sentido, a Astrologia psicológica e evolutiva pressupõe a existência do princípio da Reencarnação, tal como interpretado por correntes como o Budismo ou Hinduísmo.

    Para que a Astrologia funcione, em termos práticos, não é necessário “acreditar” neste axioma, da mesma forma que não é preciso acreditar em “espíritos” pelo simples facto de conseguirmos pescar e conhecermos a relação entre as marés e as fases da Lua. Existe, de facto, uma razão geo-magnética também associada a esta “ciência”.

    Porém, para que a Astrologia tenha um verdadeiro sentido filosófico, para quem a pratica, será necessário dar, pelo menos, o benefício da dúvida em relação a este argumento tão impressionante, sobre a lógica da vida e da morte.

    C. Validações Científicas

    É um dado consensual que as fases da Lua estão associadas directamente a determinados ciclos da natureza, como o ciclo das marés, o ciclo menstrual das mulheres, ou o ciclo de ovulação de diversas espécies de animais.

    É também um facto de senso comum, que no Verão a disposição das pessoas é geralmente mais alegre e relaxada do que no Inverno, em que a tendência é para a retracção e para uma certa tristeza.

    Embora toda a calendarização social e agrícola esteja elaborada em função dos ciclos do Sol e da Lua, ainda não existem trabalhos estatísticos suficientemente elaborados para validar “cientificamente” todos os princípios interpretativos descritos na Astrologia.

    A investigação mais conhecida neste domínio coube ao francês Michel Gauquelin, nos anos 70, que provou estatisticamente a correlação significativa entre a posição dos planetas na altura do nascimento de milhares de celebridades e as suas profissões. Porém, este foi dos poucos trabalhos que respeitaram as regras da Astrologia na elaboração da metodologia de pesquisa e teste.

    Muitos trabalhos foram já realizados para validar (ou invalidar) o argumento simplista: “signo solar = personalidade”, algo que a Astrologia séria não assume, nem considera válido. Existem muitos outros factores astrológicos para além do chamado “signo” solar (como o Ascendente, Lua, etc), a considerar para se definir “astrologicamente” um perfil de personalidade.

    Ou seja, a verdadeira Astrologia jamais diria que duas pessoas são iguais, só porque têm o mesmo signo solar. Quanto muito pode dizer que, em média, duas pessoas do mesmo signo partilham muitas qualidades comuns de personalidade, mas que essas características podem nem ser os traços mais relevantes de cada um.

    Para que sejam realizados testes estatísticos suficientemente irrefutáveis aos olhos da comunidade científica, teremos que esperar alguns anos para que metodólogos que dominem igualmente Estatística, Psicologia e Astrologia se disponham a esta missão.

    Importa lembrar também que mesmo os argumentos mais consistentes jamais serão “ouvidos” por cientistas que têm já uma aversão absolutamente emocional ao tema, pelo preconceito que criaram através das divulgações simplistas do mesmo na comunicação social.

    Na verdade, a Astrologia não tem que ser provada com os métodos algo mecanicistas da ciência actual, uma vez que em si é uma linguagem auto-consistente de princípios abstractos, vastos e filosóficos – os Arquétipos.

  • O QUE É PRECISO PARA SE SER ASTRÓLOGO

    Ao contrário de outras áreas, a profissão de astrólogo comporta algum estigma social, quer pelas formas simplistas e comerciais como este conhecimento antigo tem sido divulgado por algumas pessoas, quer pelo poder e fascínio a que está inevitavelmente associado.

    Apenas nalguns países como o Brasil começa a haver alguma regulamentação da profissão. Na maior parte do mundo qualquer pessoa pode declarar-se astrólogo sem que qualquer tipo de requisitos técnicos ou académicos sejam necessários para o provar.

    Nesse sentido, há uma enorme quantidade de “astrólogos” com A-minúsculo e poucos “Astrólogos” com A-maiúsculo. Por Astrólogo entendemos um profissional totalmente comprometido com a dignificação desta ciência antiga e com um trabalho de interpretação, ajuda, estudo e pesquisa permanentes, apoiado por um grande compromisso de desenvolvimento pessoal e auto-terapia.

    Para que se possa qualificar como Astrólogo, no sentido mais clássico e puro do termo, uma pessoa deverá idealmente, para além das certificações e cursos oficiais realizados, comprometer-se com o estudo constante (equivalente a, pelo menos, cerca de 3 anos após o início do interesse pela área); ler e estudar cuidadosamente o equivalente a 60 livros técnicos clássicos e modernos; realizar cerca de 300 sessões de interpretação astrológica a pessoas reais, em contexto de consulta-treino (supervisionadas a 5%); realizar e publicar um trabalho próprio de pesquisa astrológica.

    Para além destas qualificações, deverá igualmente ser dotado de: humildade; tolerância; paciência; inteligência; capacidade de comunicação; determinação; curiosidade; polivalência; profundidade; espiritualidade; pragmatismo; bom senso; sensibilidade; otimismo; capacidade de estudo e pesquisa; gosto pelo conhecimento e pela investigação; genuína vontade em ajudar o próximo; autonomia; capacidade de iniciativa; ética e coragem.

    Isto não invalida, no entanto, que seja relativamente fácil e altamente vantajoso aprender a gramática essencial da linguagem astrológica – Signos; Casas e Planetas  – por questões várias e, particularmente, por auto-conhecimento. Nesse sentido, o início da aprendizagem é muito revelador de padrões e situações que, de outra forma, poderiam permanecer inconscientes e incuráveis durante toda a vida.

    Muitas pessoas mudaram significativamente as suas vidas, para melhor, ao tomarem consciência da sua estrutura psicológica, através de um consulta astrológica ou de um curso  de introdução à Astrologia.

    A Formação Dinâmica do CEIA (tanto nos Graus Avançado como Profissional) fornece uma base excelente para início de carreira ainda que para se afirmar como “Astrólogo” um estudante precise de um compromisso de evolução pessoal constante (que nenhuma escola ou instituição poderá medir com rigor) após a conclusão dos estudos oficiais na área.

    O Mestre Astrólogo William Lilly, dos maiores de toda a história, declarava-se como “Estudante de Astrologia” o que diz bem do nível de humildade necessário para seguir esta profissão bem como da magnitude desta disciplina sagrada.